Nesta noite retiro minha roupa, meus desejos e sonhos, dispo-me de tudo, até me sentir e ficar da forma que vim ao mundo - nu.

Procuro na transcedentariedade o sentido do hoje, o motivo por ter-te encontrado e te conhecido a tal ponto, quando por mim já aceitara a própria condição de "Liaum" solitário.

Assim me percorre pela espinha o arrepio da morte, da dor, do gozo, da surpresa de chocolate, do inesperado, causando-me repúdio diante das breves e muitas despedidas, de sua falta em mim.

Tentei e tento ser o defensor de mim mesmo ao te conhecer, já que consigo ver mais de mim e até onde posso chegar quando estamos juntos.

Posso dizer que certamente isso é tão bom quanto uma caixa de biscoitos sortidos (prontos para serem comidos, :D) com carinhas cortáveis em sua embalagem, cujo objetivo é formar um joguinho de memória, tais como nossos encontros.

Agora vou correndo e comprarei mais caixas e me fazer lembranças, transformando o amor em uma grande utopia e nunca mais vestir-me-ei daquilo que me fará falta.


ANTONY 


11/01/2016

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